domingo, 3 de agosto de 2014

Conclusão: OBESIDADE E POBREZA

OBSERVE ESSAS IMAGENS, a imagem a direita é a vendida pela maior empresa de fast foods do mundo, a imagem a esquerda é a real imagem de muitos consumidores dessas empresas. 

Nessa nossa última postagem refletiremos sobre o real problema da Obesidade e a Pobreza. De quem é a culpa ? Existe um culpado ? É falta de educação alimentar ? Os pobres estão sendo manipulados a consumirem determinados alimentos ?

Cabe para finalizar o blog lembrar o que citamos como fatores que determinam a obesidade na classe pobre:
  1. Excesso de Trabalho, que justifica falta de tempo para prática de exercícios físicos.
  2. Difícil acesso a alimentos saudáveis, devido ao aumento dos preços de muito deles;
  3. Um questão cultural "de magro doente", mas de participação pouca nessa situação;
  4. Aumento da renda das famílias, contudo sem educação alimentar adequada;
  5. O consumo de alimentos que promovam mais "saciedade", que são muitas vezes os mais calóricos;
Outro problema que já ocorria na classe pobre, a subnutrição, agora se junta a obesidade. Pois como muitos não sabem, um obeso pode ser subnutrido e normalmente é. Subnutrido é o indivíduo que não consomem os alimentos necessários para nutrição. Tão logo, uma pessoa que consome apenas alimentos ricos em lipídios e carboidratos terá falta de inúmeras vitaminas, sais minerais e outros elementos essenciais a vida. 

Um ponto essencial citado ao longo do blog foi como os alimentos orgânicos e integrais estão se tornando cada vez mais caros e os industrializados mais baratos. Um dos fatores que justificam essa incoerência é a baixa procura por esses alimentos, deixando-os mais caros, a nutricionista do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), Angélica Berzon confirma: "Não justificaria ter esse preço exagerado porque é um alimento muito menos processado, mais natural. A partir do momento que ele é integral, ele não sofreu qualquer tipo de modificação industrial. Como há um menor consumo, esse preço acaba não caindo. A partir do momento que as pessoas também venham a comprá-lo, talvez esse preço no mercado tenda a baixar”.
Então o problema estaria na falta de uma educação alimentar adequada, que impossibilita que as pessoas criem senso crítico de comprar os alimentos mais saudáveis. E é esse o maior problema, passamos a viver em um mundo controlado pela grandes empresas, em que a educação que as pessoas recebem tem que está de acordo com essas grandes corporações. Por exemplo não seria nada bom para empresas de fast foods que as pessoas soubessem o quão os seus alimentos são ruins para o organismo. 
Na escola aprendemos diversos assuntos, mas falta um coisa muito importante que não é ensinada adequadamente: alimentação. Existem crianças que não reconhecem alimentos básicos, como frutas comuns da culinária brasileira.

Dessa maneira é a educação um dos focos ao se combater a obesidade entre os pobres.

Ainda requer enumerar todas as soluções pensadas para se combater a obesidade entre pobres:

  1. Como já citado: educação alimentar;
  2. Construção de Restaurantes Populares Públicos;
  3. Políticas para se diminuir os preços dos alimentos orgânicos e integrais;
  4. Construção de quadras esportivas nos bairros populares;
  5. Incentivo a prática de educação física nas escolas;
Para finalizar o blog, de modo geral, pode-se concluir que a pobreza é hoje mais um fator que causa a obesidade. 

Fontes:
http://www.mds.gov.br/

9º Postagem - Programas de Combate a Obesidade entre Pobres

Hoje comentaremos acerca dos Restaurantes Populares Públicos que são alternativas no combate a obesidade entre pobres. 
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: "Os Restaurantes Populares são Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição destinados ao preparo de refeições saudáveis, variadas e saborosas, que são vendidas a preços acessíveis, de forma a garantir aos trabalhadores urbanos e à população em situação de vulnerabilidade social o Direito Humano à Alimentação Adequada."  
Esses restaurantes são ótimas alternativas de acesso a uma alimentação adequada a população pobre, pois tem suas refeições baseadas em alimentos de alto poder nutritivo, pelo menos na teoria. 
Existem 89 restaurantes no Brasil em 73 mil municípios e oferecem em torno de 123 mil refeições por dia. Normalmente se localizam em áreas estratégicas que possuem grande fluxo de pessoas e que tem acesso a diversas linhas de ônibus. 
Observem um exemplo do cardápio de um restaurante: (clique na imagem para ampliar)
Se observa uma variação de frutas, verduras e legumes que são importantes numa nutrição adequada e possibilita que os indivíduos aprendam e sintam gosto em comer esses tipos de alimentos. 

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome também criou uma Estratégia de Combate a Obesidade, conhecida como Estratégia Intersetorial de Prevenção e Controle da Obesidade, que é baseada em seis eixos:
  1. Disponibilidade e acesso a alimentos adequados e saudáveis;
  2. Ações de Educação, comunicação e informação;
  3. Promoção de modos de vida saudáveis em ambientes específicos;
  4. Vigilância Alimentar e Nutricional;
  5. Atenção integral à saúde do indivíduo com sobrepeso/obesidade na rede de saúde;
  6. Regulação e controle da qualidade e inocuidade de alimentos.
Outro programa importante é o curso a distância Educação Alimentar e Nutricional no Contexto do Programa Bolsa Família, promovido pelo  Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome com parceria a Fundação Oswaldo Cruz. Através desse curso gestores e profissionais envolvidos no PBF aprendem a importância de acompanhar e informar as famílias pobres. 

Todos esses programas citados tem importância enorme no combate a obesidade. Uma análise deles permiti citar que a solução para a obesidade entre pobres está baseada em apenas dois pontos: educação alimentar e acesso a alimentos saudáveis. 


Fontes:
http://www.mds.gov.br/segurancaalimentar/educacao-alimentar-e-nutricional

terça-feira, 29 de julho de 2014

8ª Postagem - A estratégia da Saúde da Família no combate a Obesidade

Já foi citado ao longo das postagens o porquê do aumento da obesidade na classe pobre, cabe agora explanar um pouco sobre o papel da atenção básica no tratamento dos obesos pobres. 
O acréscimo no número de casos de portadores de doenças não transmissíveis no Brasil requer um modelo de atenção a saúde com ações no tratamento e prevenção dessas patologias. Entre elas se destaca a obesidade, não apenas pelo aumento no número de casos, mas também decorrente pelo fato de ser fator de risco para outras inúmeras doenças. 
Existe um sistema nacional de diagnóstico coletivo da situação nutricional da população, é o SISVAN - (Vigilância Alimentar e Nutricional),que monitora o nível da alimentação da sociedade, sendo uma importante ferramenta na prevenção e controle de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e  hipertensão arterial. Cabe aos médicos e outros profissionais da saúde básica um acompanhamento desses dados, a afim de melhor entender como anda a saúde pública do país.
http://www.saude.rs.gov.br/upload/1338329432_ubscom%20FAMILIA.jpg

A saúde básica tem como objetivo principal a promoção da saúde, que deve está sustentada por três pontos: incentivo, proteção e apoio. Um obeso normalmente sofre discriminação e é comumente marginalizado da sociedade, cabe aos profissionais apoiarem e incentivarem que essas pessoas não desistam e que continuem o prosseguimento do tratamento.
Em relação ao tratamento dos obesos é necessário que os profissionais estejam envolvidos além da procura por uma mudança nos hábitos alimentares dos doentes, mas que entendem toda a rotina e vida do paciente, pois o objetivo é uma mudança em relação ao comer, ao viver, ao corpo. Ou seja, é a procura por uma mudança no estilo de vida. Pois o estado nutricional também tem uma influência do estado psicossocial referentes ao trabalho, cultura, renda, relações familiares e etc. Ou seja na procura por um tratamento adequado é necessário relacionar fatores biológicos, psíquicos e sociais. 
A importância da saúde básica também está na criação de um vínculo, pois os obesos procuram encontrar profissionais que tenham uma relação afetiva, atenciosa, que saiba escultar suas queixas. Quando o paciente confia e conhece o especialista, ele tende a concluir o tratamento, além de lhe confiar aspectos pessoais de sua vida, que são importantes na busca por uma cura adequada. 
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Assim, a saúde básica é ponto fundamental no tratamento de obesos, através de programas como Saúde da Família, principalmente para a classe mais pobre, que necessita de atendimento de saúde público. Todos os fatores citados na postagem promovem uma mudança radical na vida do paciente, na busca por qualidade de vida, evitando diversas outras doenças que são altamente preveníveis. Pois deve ser sempre prioridade a prevenção em oposição a remediação. 

Fonte: 
https://www.nestle.com.br/nestlenutrisaude/Conteudo/diretriz/Atencao_obesidade.pdf

sábado, 12 de julho de 2014

7ª postagem - Obesidade entre pobres: Porque as mulheres são mais vulneráveis ?

As atuais pesquisas deixam claro que atualmente a incidência da obesidade não só tem diferenças sociais, como de gênero.
Entre os homens, a obesidade se apresenta igualmente em todas as regiões do país e crescer de acordo com o aumento da renda e da escolaridade. Assim, as regiões mais ricas do país possuem maiores índices: Sudeste (9,8%) e Sul (9,7%).
Já para as mulheres os dados não são os melhores, além dos índices de obesas terem aumentado, está ocorrendo uma transformação nas classes e locais onde existe essa maior prevalência. Dessa forma, o Nordeste teve um aumento brusco, enquanto as demais regiões permaneceu constante ou teve um baixo aumento. Em relação as classes sociais, a rica teve um aumento de 9,7% para 11,8%, e a mais pobre de 10,7% para 13,7%. Fica claro, assim, que existe uma vulnerabilidade a mulher ser obesa, quando esta é pobre e de baixa escolaridade.
Cabe ressaltar, que a Região Nordeste, por sua profunda desigualdade social, continua sendo o local em que essa observação é mais predominante, devido as altas de taxas de pobreza e baixa escolaridade, por exemplo, a alfabetização atinge valores de 21,9%, enquanto a Região Sul esses valores são 5,9%.
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E quais são os motivos das altas taxas de obesidade feminina entre pobres?

  1. A existência de grandes diferenças salariais entre homens e mulheres: que  determina que estas sejam submetidas a longas horas de trabalho, para que atingem o salário masculino. Além da dupla jornada de trabalho, visto que fazem tarefas domésticas mais que os homens. Isso determina menos tempo para que cuidem de si mesmas. Impossibilitando, por exemplo, a prática de exercícios físicos.
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  2. A valorização social feminina e sua repercussão na alimentação: as mulheres muitas vezes sacrificam sua alimentação em favor dos demais familiares, então alimentos mais saudáveis são muitas vez destinados aos filhos, a exemplo de frutas. Elas próprio se justificam afirmando que os filhos necessitam mais de nutrientes, pois estão em fase de crescimento. 
  3. Os aspectos emocionais: a vida "dura" imposta pelo pobreza, a necessidade de conseguir dinheiro para sustentar os filhos são poucos entre  milhares de problemas que uma mulher pobre tem que se debater todo dia. Dessa forma, surge a fome emocional, em que ela procura comer para apaziguar sentimentos, em que o alimento supre a angústia de uma vida sofrida.
 Para reverter todo esse caso é necessário inúmeros fatores, pois como se viu, o problema está além da falta de uma alimentação saudável, sendo assim, é necessário uma mudança social, que dê as mulheres mais inclusão, garantido igualdade de salários, através de políticas de geração de emprego e renda. Além de políticas públicas de saúde, que acompanhe as obesas e as possibilite qualidade de vida.

Fontes:
http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n4/v16n4a27.pdf
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-11082011-163936/pt-br.php

sábado, 5 de julho de 2014

6ª postagem - Obesidade e as Políticas de Transferência de Renda

A postagem de hoje vai tentar explicar se existe alguma relação entre políticas de transferência de renda - bolsa família - e a obesidade na classe mais pobre. Como explicado no post passado, o Brasil passou por um processo de transição nutricional, em que o elevado número de desnutridos está diminuindo e  o de obesos aumentando. Também é importante frisar que nas últimas décadas várias famílias pobres tornaram-se beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF), que é atualmente o maior programa de transferência de renda do mundo. 
Já se sabe que o nível econômico, as condições de moradia, a disponibilidade de alimentos e o acesso à informação são fatores que interferem no peso corporal. Países subdesenvolvidos e em desenvolvimento possuem ainda um problema no acesso a alimentação pela classe pobre, assim a obesidade é mais comum nas classes mais pobre, já os países desenvolvidos a obesidade é comum nos pobres, pois as classes ricas possuem mais acesso a informação e a prática de exercícios físicos. 
Relatórios que mostram o êxito do PBF afirmam que 91% das famílias atendidas no Nordeste gastam mais dinheiro do benefício em alimentação, sendo que todos os grupos alimentares tiveram aumento em seu consumo, principalmente açúcares e alimentos de alto teor calórico, que promovam sensação de saciedade e mais energia. E os alimentos menos consumidos são leites e seus derivados, esse fato pode acarretar problemas de deficiência de cálcio, que está relacionado com a formação estrutural de ossos, na coagulação do sangue e contração muscular. 
Assim, o PBF aumentou as rendas das pessoas pobres, que usam o dinheiro para alimentação, só que por falta de informação as pessoas se alimentam mal. Por exemplo, alimentos com maior qualidade nutricional, como frutas e verduras possuem valor elevado para os pobres. E em relação as crianças, a merenda escolar é baseada em alimentos de alto poder calórico, que são ricos em carboidratos (macarrão, pão, batata, arroz).
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Mas não se pode relacionar o PBF apenas como fator gerador dessa nova "cara" da obesidade, pois o Brasil passou por uma crescente queda na taxa de desemprego, que também aumenta a renda das famílias. Convém também destacar que não só o aumento da renda que determina o surgimento da obesidade, ele tem que está relacionado a falta de informação, fator esse bastante importante no combate a essa nova doença nas classes pobres.
Assim, é preciso além de informação, acompanhamento dessa população por parte de profissionais de saúde, dessa forma, é importante a valorização à assistência básica, através de programas como a Saúde da Família, em que se acompanhe os obesos e procure restabelecer sua saúde, afim de evitar outras doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade, com ênfase no manejo alimentar e nutricional.
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Fontes:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-05822011000400010&script=sci_arttext
http://www.todabiologia.com/saude/calcio.htm
http://dab.saude.gov.br/atencaobasica.php

domingo, 29 de junho de 2014

5ª Postagem - Transição Nutricional: da Subnutrição à Obesidade

Doença perigosa, crônica, a obesidade atinge milhões de indivíduos ao redor do mundo. Sendo característica de países ricos, ganha cada vez mais espaço em países em desenvolvimento, como o Brasil. Por ser muita perigosa, é preciso que se aprenda a se prevenir e tratar a obesidade de forma eficiente. 
Nos Estados Unidos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o número de casos de obesidade dobrou, sendo que 30% da população tem sobrepeso, 15% são obesos e 3% são obesos mórbidos, assim 48% dos indivíduos estão acima do peso. Portanto, perde em mortes prematuras apenas pelo fumo, atingindo o nível de 300 mil mortes por ano apenas nos EUA. 
Mas nesse post, a atenção é com os países em desenvolvimento. Algum tempo atrás, a preocupação desses Estados era com os elevados níveis de subnutrição, que no Brasil caiu ao longo desses 20 anos de forma drástica, porém com um aumento no sobrepeso, dessa forma o país vem substituindo rapidamente o problema da escassez pelo excesso. 
Tal fato decorre das mudanças nos padrões nutricionais, correlacionadas com alterações socioeconômicas, demográficas e entre outros. No século XX, a dieta era bastante baseada em alimentos ricos em gorduras em contradição a fibras e carboidratos complexos. Estes últimos, ao contrário dos carboidratos simples, são digeridos ou assimilados mais lentamente pelo organismo e, como consequência, a sensação de saciedade se prolonga por mais tempo. 
Como já apresentado em outros posts, a renda e escolaridade influenciam a obesidade. Uma pesquisa da especialista Ana Lúcia Medeiros de Souza, para a dissertação de mestrado da Faculdade de Saúde Pública de São Paulo mostrou que esse fato é mais perceptível em relação com as mulheres, e é nelas que o problema é mais visualizado, decorrente da pressão social e pelo culto a beleza.  
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Na pesquisa, na Região Nordeste os resultados foram parecidos aos dos países subdesenvolvidos, em que a obesidade cresce paralelamente a renda e a escolaridade. Assim, nessa região, os obesos se destacam nas classes mais altas, por terem um maior acesso a alimentação, enquanto, os pobres ainda se localizam na fase de subnutrição, pois suas rendas são tão baixas, que o acesso a muitos alimentos é quase inexistente, principalmente os da "moda", os famosos fast foods, que são hoje um dos propulsores da obesidade. 
 Contudo, na Região Sul, os resultados foram opostos, em que a obesidade cresce quando menor é a renda e a escolaridade, situação parecida com os países desenvolvidos. Essa observação, é explicada, porque nessa região os indivíduos mais ricos procuram se alimentar mais corretamente e praticar exercícios físicos, afim de atingir o ideal de beleza exigido pela sociedade. 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

4ª postagem - Obesidade na Infância e a Pobreza

Nos últimos anos o Brasil viveu um aumento na renda das famílias mais pobres, e com isso indivíduos da classe E e D passaram a fazer parte da classe C. Esse aumento de renda possibilitou um acesso maior a alimentação, em que muitas vezes é baseado em produtos industrializados. Uma faixa etária que sofre com essa nova situação é a das crianças, pois cada vez mais se alimentam de forma inadequada. Decorrente em parte sobretudo a um aumento de poder aquisitivo dos pais, que são influenciados a comprar alimentos "famosos", que mostrem que estão com mais dinheiro, por exemplo o Fast food de famosas marcas globais. 
Pois bem, como o post pretende mostrar a obesidade infantil nessa nova situação, convém apresentar alguns dados; nos últimos 20 anos na Região Nordeste (marcada por sua extrema pobreza e desigualdade social) ocorreu um aumento de 4% na obesidade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade (Abeso). Estudos também mostram que a maioria das crianças obesas não tem doença bem determinada que justifica o aumento exagerado da sua adiposidade. 
Mas, alguns fatores pré-natais podem estar relacionados, principalmente na classe pobre, que possuem um acesso mais difícil na realização de pré-natal. Sabe-se, por exemplo, que a exposição da mãe à desnutrição e à hiperglicemia em período de gestação pode influenciar na "programação" das características metabólicas que irão manifestar-se na vida adulta. Portanto, qual a classe social em que a desnutrição e hiperglicemia são mais predisposta a ocorrer ? A pobre, devido ao acesso mais difícil a saúde e uma alimentação balanceada. 
Outro fator é um difícil acesso a educação pela classe mais pobre, assim os pais são mais predispostos a sofrerem influência dos meios de comunicação e propagandas de alimentos industrializados, que mostram inúmeras crianças felizes em suas publicidades. 
Para terminar, é importante frisar as consequências da obesidade na infância: estima-se que 10% a 30% das crianças obesas tenham hipertensão; além de um elevado nível de "colesterol ruim" (LDL) e triglicerídeos. Sendo que LDL é uma lipoproteína que transporta colesterol e triglicerídeos do fígado e intestino delgado às células e tecidos que estão necessitando destas substâncias, assim aumenta o nível dessas substâncias no sangue, aumentando o risco de doença cardiovascular. Além do importante impacto psicológico: discriminação, apelidos, dificuldade de se relacionar, baixa auto-estima, isolamento social, comprometendo a escolaridade e os relacionamentos afetivos. 

sábado, 7 de junho de 2014

3ª Postagem - Pesquisa do IBGE sobre Alimentação X Renda per capita

Nessa nova postagem vamos continuar falando sobre o papel determinante que a alimentação da classe mais pobre tem no aumento da obesidade. Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) observou a prevalência no consumo alimentar e a renda per capita. 
Vamos aos resultados e as conclusões:

  1. Na pesquisa ficou claro que a classe mais pobre tem um alto consumo de carboidratos, assim garante um suprimento bastante grande de energia, já que essas são as principais moléculas energéticas. Os alimentos mais consumidos foram: arroz, feijão e batata. Enquanto a classe mais rica, consome menos esses alimentos, mas possui um consumo exagerado de batata frita. Mesmo sendo importantes para o funcionamento normal do corpo, o consumo exagerado de glicídios contribui para a obesidade, porque quase tudo que comemos vira glicose, que em excesso é armazenado em forma de glicogênio pelo fígado, mas o corpo também pode transformar a glicose em excesso em ácido graxo. E como já foi dito em outro post, os ácidos graxos se convertem em triglicerídeos, que são armazenados nos tecidos adiposos, onde fica a "gordura". 
  2. Outro ponto relevante na pesquisa foi o baixo consumo de frutas, legumes e verduras pela classe pobre, que como explicado na publicação anterior,  pode está relacionado a um processo cultural, já que muitos indivíduos pensam que esses alimentos não são suficientes para "acabar a fome". Contudo, na realidade essa é uma ideia errônea, já que frutas, legumes e verduras possuem muitas fibras, que são grandes promovedoras da saciedade. Mas o que são fibras? São partes não digeríveis dos alimentos de origem vegetal, elas promovem saciedade, porque absorvem água e formam géis, que permanecem mais tempo no estômago. Portanto, o baixo consumo de alimentos vegetais pode possibilitar a chance de ter obesidade. 
Assim, provamos novamente que a pobreza é fator relevante para o surgimento da obesidade, no próximo post iremos comentar um pouco sobre as consequências que essa terrível doença pode causar no corpo,
 destacando-a como um problema de saúde publica e que problemas traz a uma população que já é mais suscetível a doenças. 

Fontes:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_analise_consumo/tabelas_pdf/tab_1_8.pdf
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_analise_consumo/defaulttab_pdf_alimentos.shtm
http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X1998000100004&lang=pt
VOET, D.; VOET, J.G. Bioquímica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006

domingo, 25 de maio de 2014

2ª Postagem - Pesquisa sobre obesidade numa favela do Rio de Janeiro

A postagem dessa semana será baseada no artigo: Obesidade e pobreza: o aparente paradoxo.  Um estudo com mulheres da Favela  da Rocinha, Rio de Janeiro, Brasil de autoria de Vanessa Alves Ferreira (Centro de Ciências da Saúde, Faculdades Federais Integradas de Diamantina, Diamantina, Brasil.) e Rosana Magalhães (Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, Brasil)
A pergunta primordial ao iniciar esse tema é: Como um indivíduo pobre torna-se um obeso, se convive diariamente com a restrição de alimentos e nutrientes ?
A classe pobre passa por inúmeros problemas, que correlacionados acabam por trazer esse problema. 

  1. O primeiro fato é a exagerada carga horária de trabalho, o que impossibilita que esses indivíduos possam praticar alguma tipo de atividade física. Onde no artigo, as mulheres da Rocinha revelaram que não possuem nem tempo para um simples lazer. O que impede que essas mulheres não percam as calorias necessárias que foram consumidas durante o dia e acabem acumulando em forma de gordura. 
  2. Outro fato é que o que se compra em alimentos é determinado pela condição financeira, assim ao ir ao supermercado a preferência é por "alimentos de digestão mais demorada que promovem maior saciedade". Esse alimentos são os de alto teor calórico, muitas vezes ricos em gordura, pois os lipídios devido a sua estrutura grande e não ser solúvel em água passa mais tempo para ser absorvido pelo corpo. Observe abaixo um exemplo de lipídio e veja como a molécula é enorme, além de sua grande cadeia hidrofóbica. 
    http://www.mundoeducacao.com/upload/conteudo/classif%20lipidios.jpg

     
  3. Outro fato apresentado foi o cultural, em que existe a presença do termo "magro doente", que é um ser privado de alimento. Assim, para as mulheres da pesquisa ser gordo significa ter vigor, saúde. Algumas expressões usadas pelas entrevistadas presentes no artigo: "“perder peso é ficar magra, é ficar doente, sem comida”. Que provam essa ideia. 
Essas justificativas demostram que o paradoxo entre a obesidade e pobreza não existe, mais do que isso, a pobreza é mais um fator para o surgimento da obesidade. O não acesso a uma alimentação adequada, de práticas de exercícios físicos e de uma assistência nutricional e médica provam esse fato.  

FONTE:
Obesidade e pobreza: o aparente paradoxo.  Um estudo com mulheres da Favela da Rocinha, Rio de Janeiro, Brasil  http://www.scielosp.org/pdf/csp/v21n6/17.pdf
VOET, D.; VOET, J.G. Bioquímica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006

sábado, 17 de maio de 2014

1ª Postagem - Introdução ao estudo da Obesidade

O blog tem o objetivo de discutir acerca do aumento da obesidade na classe pobre, e portanto definir suas causas e consequências. Contudo, para o primeiro post discutiremos um pouco acerca da obesidade como uma enfermidade multifatorial, tentando explanar quais os problemas que ela pode causar a saúde do individuo.


http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu2/foto/0,,44339114,00.jpg
Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade é uma doença e é definida como um acúmulo exagerado de gordura que prejudica a saúde e o bem estar. De acordo com a OMS é considerado obeso, os indivíduos que possuem o Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30. O IMC é uma razão entre o peso da pessoa e o quadrado da sua altura ( vale a pena você calcular o seu).
http://www.dragoconsultoria.com.br/wp-content/uploads/IMC.png

A obesidade pode acarentar diversos problemas, principalmente doenças cardiovasculares. Se o individuo tem uma dieta rica em gordura saturada, o colesterol pode aumentar e causar o estreitamento e endurecimento de artérias, provocando o surgimento de uma doença chamada de aterosclerose, que poderá ocasionar um infarto do miocárdio.
A obesidade tem diversas causas, desde distúrbios metabólicos a predisposição genética, conferindo a ela um caráter multifatorial. Contudo, antes de mais nada é preciso que entendamos como se dá o acumulo de gordura pelo organismo.
http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2011/283
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Quando consumimos fontes de energia mais que a oxidamos, elas passam a ser armazenadas.Assim, os lipídios que não são usados pelo corpo começam a se acumular nos chamados tecidos adiposos, que é uma variedade especial de tecido conjuntivo capaz de armazenar gordura no seu citoplasma, essa ação é importante, porque o tecido adiposo é um bom isolante térmico, além de ser uma boa reserva de energia para momentos de fome.
Os carboidratos também são ótimas fontes de energia e podem ser armazenados ou na forma de glicogênio ou de triglicerídeos. Mas, porque o corpo prefere acumular triglicerídeos (lipídios) ao invés de glicídeos ?
A resposta está em alguns fenômenos: a oxidação de lipídios é 2,5 mais eficiente que a de carboidratos. Além do que estes são altamente hidrofílicos e adsorvem muita quantidade de água, o que aumenta o seu volume, assim sempre que tivermos uma 1 grama de carboidrato teremos 3 gramas de água ligados a ele, o que diminui a eficiência no armazenamento. Logo, os lipídios, em forma de triglicerídeos, são a melhor opção no armazenamento de energia a longo prazo.
Entender esse fato, nos mostra como funciona a produção de gordura (lipogênese) e como a alimentação influem na obesidade e na formação de tecido adiposo.
Algum erro, sugestão ou crítica coloque nos comentários, no próximo post falaremos um pouco mais das vias metabólicas dos carboidratos e a transformação em lipídios (lipogênese), além de retratar qual a principal causa da obesidade nas classes pobres.

Fonte:
<http://users.med.up.pt/ruifonte/PDFs/PDFs_arquivados_anos_anteriores/2009-2010/2G02_Lipogenese_sintese_dos_triacilglicerois.pdf>
http://www.ufpe.br/dbioq/portalbq04/metabolismo_de_carboidratos.htm
MARZOCCO, A.; TORRES, B.B. Bioquímica Básica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan,
2007
VOET, D.; VOET, J.G. Bioquímica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006
 http://www.scielosp.org/pdf/csp/v21n6/17.pdf