quarta-feira, 25 de junho de 2014

4ª postagem - Obesidade na Infância e a Pobreza

Nos últimos anos o Brasil viveu um aumento na renda das famílias mais pobres, e com isso indivíduos da classe E e D passaram a fazer parte da classe C. Esse aumento de renda possibilitou um acesso maior a alimentação, em que muitas vezes é baseado em produtos industrializados. Uma faixa etária que sofre com essa nova situação é a das crianças, pois cada vez mais se alimentam de forma inadequada. Decorrente em parte sobretudo a um aumento de poder aquisitivo dos pais, que são influenciados a comprar alimentos "famosos", que mostrem que estão com mais dinheiro, por exemplo o Fast food de famosas marcas globais. 
Pois bem, como o post pretende mostrar a obesidade infantil nessa nova situação, convém apresentar alguns dados; nos últimos 20 anos na Região Nordeste (marcada por sua extrema pobreza e desigualdade social) ocorreu um aumento de 4% na obesidade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e da Associação Brasileira para Estudos da Obesidade (Abeso). Estudos também mostram que a maioria das crianças obesas não tem doença bem determinada que justifica o aumento exagerado da sua adiposidade. 
Mas, alguns fatores pré-natais podem estar relacionados, principalmente na classe pobre, que possuem um acesso mais difícil na realização de pré-natal. Sabe-se, por exemplo, que a exposição da mãe à desnutrição e à hiperglicemia em período de gestação pode influenciar na "programação" das características metabólicas que irão manifestar-se na vida adulta. Portanto, qual a classe social em que a desnutrição e hiperglicemia são mais predisposta a ocorrer ? A pobre, devido ao acesso mais difícil a saúde e uma alimentação balanceada. 
Outro fator é um difícil acesso a educação pela classe mais pobre, assim os pais são mais predispostos a sofrerem influência dos meios de comunicação e propagandas de alimentos industrializados, que mostram inúmeras crianças felizes em suas publicidades. 
Para terminar, é importante frisar as consequências da obesidade na infância: estima-se que 10% a 30% das crianças obesas tenham hipertensão; além de um elevado nível de "colesterol ruim" (LDL) e triglicerídeos. Sendo que LDL é uma lipoproteína que transporta colesterol e triglicerídeos do fígado e intestino delgado às células e tecidos que estão necessitando destas substâncias, assim aumenta o nível dessas substâncias no sangue, aumentando o risco de doença cardiovascular. Além do importante impacto psicológico: discriminação, apelidos, dificuldade de se relacionar, baixa auto-estima, isolamento social, comprometendo a escolaridade e os relacionamentos afetivos. 

7 comentários:

  1. A o aumento das taxas de obesidade infantil pode ser atribuída não só à alta e precoce ingestão de açúcar, à mudança dos hábitos alimentares, à pouca informação dos pais, mas também ao bombardeio de propagandas. As grandes empresas de alimentos e bebidas, muitas vezes, omitem informações do consumidor, mantêm perversas estratégias de propagandas endereçadas a crianças e são irresponsáveis sobre os resultados de suas ações.

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  2. Outro fator que pesa no aumento da obesidade infantil é a pressão midiática sobre as crianças. Hoje em dia a criança "da moda" é aquela que tem dinheiro para lanchar em fast foods e realizar atividades recreativas em que ela fica basicamente sentada, como jogar videogame. Assim, ao mesmo tempo em que acumulam calorias, as crianças gastam menos.

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  3. A ação midiática não para e está sempre associando a ideia de felicidade ao consumo de determinados alimentos. Assim, contribui diretamente para o aumento da obesidade, especialmente das crianças, que possuírem um senso crítico menos aguçado ou muitas vezes nem o possuírem, acabam acreditando no que é mostrado e, assim, são incentivadas a consumirem.

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  4. O aumento do poder econômico das classes mais baixas, como mostrou a postagem, produz uma melhor condição para a alimentação das famílias. Isso acontece através de inúmeros programas sociais, como o bolsa-família. No entanto, esse poder aquisitivo não vem acompanhado de um esclarecimento nutricional e um dos mais afetados com isso são as crianças. O cardápio brasileiro já é naturalmente excessivo em carboidratos e isso, somado com a exposição midiática e a melhoria da condição financeira, leva as crianças a consumir mais e mais alimentos ricos em carboidratos e lipídios que podem até satisfazê-la, mas não irão nutrir de maneira correta. Sendo assim, um esclarecimento da população, através da educação, é necessário para que a sociedade mude hábitos alimentares e mude o pensamento sobre quais alimentos são necessários para a sobrevivência.

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  5. Como já foi dito em postagens anteriores, atualmente as classes pobres estão propensas a doenças relacionadas a má alimentação. Se para adultos já é difícil evitar exageros e irregularidades nas refeições, para crianças o desafio é ainda maior. Principalmente se a família não sabe guiar a criança para uma alimentação balanceada e não consegue estabelecer limites. Percebe-se novamente que é necessário educar toda a população sobre alimentos e nutrição, o que já é feito em algumas escolas e deve ser ampliado. Além de educar os alunos nas escolas, é preciso também educar suas famílias para que não deixem as crianças caírem na tentação de alimentos fáceis e suculentos que constantemente aparecem em anúncios.

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  6. Diante da grande quantidade de lanchinhos muito gostosos,com cheiro e embalagem sedutoras um suco natural ou uma fruta se tornam sem graça e sem sabor.É ai que entra a família,insistindo!Insistindo com variadas formas de apresentar os alimentos aos pequenos,abusando da criatividade e boa vontade,não é fácil convencer,mas o futuro agradece.Em escolas do governo programas de alimentação saudável vem sendo implantadas,sendo oferecido frutas ,legumes,arroz,feijão e carne,ajudando em uma dieta mais completa e variada.

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  7. Além do hábito de selecionar bem os alimentos que damos às crianças, é necessário criar, paralelamente a isso, o hábito de compartilhar a comida, mesa, e companhia. Fazer com que a refeição seja um encontro prazeroso. Deve-se evitar comer diante da televisão, bem como limitar a presença do seu filho em frente à televisão por mais de 2 horas ao dia. Pais obesos ou não são sempre exemplos para os filhos. Se o pai ou a mãe come muita quantidade de comida, e são obesos, é quase certo que o filho irá adquirir esse hábito. Neste caso, é necessário modificar os hábitos familiares quanto à alimentação e paralelamente a isso, estimular atividades físicas ao ar livre.

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