sábado, 7 de junho de 2014

3ª Postagem - Pesquisa do IBGE sobre Alimentação X Renda per capita

Nessa nova postagem vamos continuar falando sobre o papel determinante que a alimentação da classe mais pobre tem no aumento da obesidade. Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) observou a prevalência no consumo alimentar e a renda per capita. 
Vamos aos resultados e as conclusões:

  1. Na pesquisa ficou claro que a classe mais pobre tem um alto consumo de carboidratos, assim garante um suprimento bastante grande de energia, já que essas são as principais moléculas energéticas. Os alimentos mais consumidos foram: arroz, feijão e batata. Enquanto a classe mais rica, consome menos esses alimentos, mas possui um consumo exagerado de batata frita. Mesmo sendo importantes para o funcionamento normal do corpo, o consumo exagerado de glicídios contribui para a obesidade, porque quase tudo que comemos vira glicose, que em excesso é armazenado em forma de glicogênio pelo fígado, mas o corpo também pode transformar a glicose em excesso em ácido graxo. E como já foi dito em outro post, os ácidos graxos se convertem em triglicerídeos, que são armazenados nos tecidos adiposos, onde fica a "gordura". 
  2. Outro ponto relevante na pesquisa foi o baixo consumo de frutas, legumes e verduras pela classe pobre, que como explicado na publicação anterior,  pode está relacionado a um processo cultural, já que muitos indivíduos pensam que esses alimentos não são suficientes para "acabar a fome". Contudo, na realidade essa é uma ideia errônea, já que frutas, legumes e verduras possuem muitas fibras, que são grandes promovedoras da saciedade. Mas o que são fibras? São partes não digeríveis dos alimentos de origem vegetal, elas promovem saciedade, porque absorvem água e formam géis, que permanecem mais tempo no estômago. Portanto, o baixo consumo de alimentos vegetais pode possibilitar a chance de ter obesidade. 
Assim, provamos novamente que a pobreza é fator relevante para o surgimento da obesidade, no próximo post iremos comentar um pouco sobre as consequências que essa terrível doença pode causar no corpo,
 destacando-a como um problema de saúde publica e que problemas traz a uma população que já é mais suscetível a doenças. 

Fontes:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_analise_consumo/tabelas_pdf/tab_1_8.pdf
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_analise_consumo/defaulttab_pdf_alimentos.shtm
http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X1998000100004&lang=pt
VOET, D.; VOET, J.G. Bioquímica. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2006

7 comentários:

  1. É importante observar que a dieta de pessoas mais pobres está intimamente associada a praticidade, saciedade e preço. Dessa forma, pessoas de menor classe geralmente optam por alimentos prontos e têm um maior consumo de carboidratos e lipídios(que promovem maior impressão de saciedade, necessária para execução das atividades laborais). Enquanto isso, a classe de maior poder aquisitivo pode optar por alimentos mais bem preparados, pode arcar com os custos de uma dieta balanceada e com o preço de alimentos comprovadamente mais saudáveis, mas mais caros, como frutas orgânicas.

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  2. Infelizmente, o baixo poder aquisitivo das classes mais baixas e, junto a isso, a falta de conhecimento sobre uma dieta balanceada resulta em um consumo de alimentos mais comuns, como o arroz e o feijão que tornaram-se alimentos típicos do prato de comida brasileiro. Mesmo que esses dois alimentos forneçam todos os aminoácidos essenciais, a composição excessiva de carboidratos leva à formação de glicogênio em excesso no corpo. Mas carne é um alimentos caro e frutas e verduras não saciam a fome, então é explicável. Frutas e verduras são alimentos de uso de energia rápido, não havendo uma reserva dessa energia no corpo e, portanto, não é adequado para aqueles com menor poder aquisitivo

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  3. As classes mais pobres geralmente executam trabalhos braçais, portanto, precisam de alimentos que forneçam mais energia. E como não é de costume pausas para lanches em seus serviços, não é tão surpreendente que eles optem por uma dieta que promova uma maior saciedade. Aliado à falta de conhecimento sobre os valores nutricionais e as propriedades dos alimentos, a classe menos abastada acaba excluindo da sua dieta frutas e verduras e optando por alimentos mais calóricos e de preparo rápido. Percebe-se então que para fazer com que comam melhor, é preciso mudar sua rotina e sua forma de ver a comida. Assim pode ser que tais classes escolham baseando-se no que é melhor para sua saúde a longo prazo, e não aquilo que sacia mais rapidamente.

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  4. É importante destacar que uma alimentação rica em carboidratos gera uma insuficiência de um nutriente essencial para a alimentação: a proteína. Uma vez que, por vias metabólicas, os carboidratos podem ser convertidos apenas em outros carboidratos e em lipídios, haverá uma carência das proteínas na dieta das pessoas. Sendo assim, o indivíduo vai comer um alimento altamente energético, vai saciar a sua fome, mas não terá todos os nutrientes necessários para um bom funcionamento do corpo

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  5. À primeira impressão a obesidade deveria ser exclusiva das classes econômicas mais abastadas, já que as pessoas teriam acesso irrestrito aos alimentos e estariam se dedicando ao trabalho com menor dispêndio calórico. Esse modelo, no entanto se adequa aos países extremamente pobres. No caso do Brasil, o nível de educação (a busca informada do alimento) e a atividade física desenvolvida nos momentos de lazer são mais determinantes para o risco de obesidade. Tal fato ocorre pode ser atribuído à incorporação de hábitos alimentares de outros países (onde a prevalência da obesidade é ainda maior) de uma maneira rápida, sem aumento em sua atividade física, já que a disponibilidade de tempo e o poder aquisitivo dessa classe são menores. A obesidade, portanto, virou um indicador de pobreza uma vez que nas classes de baixo poder aquisitivo, foram observadas as maiores incidências de obesidade nos últimos anos.

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  6. Antes vista como saúde,a obesidade tornou-se fator de descuido,preconceito e,muitas vezes, pobreza.Classes mais altas tendem a saber muito bem os alimentos e a quantidade a ser ingeridas,além da constante prática de atividades físicas que ajudam no metabolismo.Infelizmente o baixo poder aquisitivo priva de muitas informações e alimentos saudáveis,tendo ma dieta,como a descrita,rica em carboidrato e pobre em fibras.

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  7. Antigamente, pobreza era relacionada à magreza e desnutrição. Atualmente, mesmo as classes mais pobres, tem um maior poder de compra. Mas tais classes continuam sem informações suficientes para tomar boas decisões sobre como gastar esse dinheiro. O ideal seria o estímulo ao exercício físico e uma maior conscientização sobre uma dieta saudável. Entretanto, em um país marcado pela fome, pela miséria e pelas desigualdades sociais, resolver esse problema - que é desencadeado por tantos outros - parece, muitas vezes e infelizmente, uma utopia.

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