sábado, 12 de julho de 2014

7ª postagem - Obesidade entre pobres: Porque as mulheres são mais vulneráveis ?

As atuais pesquisas deixam claro que atualmente a incidência da obesidade não só tem diferenças sociais, como de gênero.
Entre os homens, a obesidade se apresenta igualmente em todas as regiões do país e crescer de acordo com o aumento da renda e da escolaridade. Assim, as regiões mais ricas do país possuem maiores índices: Sudeste (9,8%) e Sul (9,7%).
Já para as mulheres os dados não são os melhores, além dos índices de obesas terem aumentado, está ocorrendo uma transformação nas classes e locais onde existe essa maior prevalência. Dessa forma, o Nordeste teve um aumento brusco, enquanto as demais regiões permaneceu constante ou teve um baixo aumento. Em relação as classes sociais, a rica teve um aumento de 9,7% para 11,8%, e a mais pobre de 10,7% para 13,7%. Fica claro, assim, que existe uma vulnerabilidade a mulher ser obesa, quando esta é pobre e de baixa escolaridade.
Cabe ressaltar, que a Região Nordeste, por sua profunda desigualdade social, continua sendo o local em que essa observação é mais predominante, devido as altas de taxas de pobreza e baixa escolaridade, por exemplo, a alfabetização atinge valores de 21,9%, enquanto a Região Sul esses valores são 5,9%.
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E quais são os motivos das altas taxas de obesidade feminina entre pobres?

  1. A existência de grandes diferenças salariais entre homens e mulheres: que  determina que estas sejam submetidas a longas horas de trabalho, para que atingem o salário masculino. Além da dupla jornada de trabalho, visto que fazem tarefas domésticas mais que os homens. Isso determina menos tempo para que cuidem de si mesmas. Impossibilitando, por exemplo, a prática de exercícios físicos.
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  2. A valorização social feminina e sua repercussão na alimentação: as mulheres muitas vezes sacrificam sua alimentação em favor dos demais familiares, então alimentos mais saudáveis são muitas vez destinados aos filhos, a exemplo de frutas. Elas próprio se justificam afirmando que os filhos necessitam mais de nutrientes, pois estão em fase de crescimento. 
  3. Os aspectos emocionais: a vida "dura" imposta pelo pobreza, a necessidade de conseguir dinheiro para sustentar os filhos são poucos entre  milhares de problemas que uma mulher pobre tem que se debater todo dia. Dessa forma, surge a fome emocional, em que ela procura comer para apaziguar sentimentos, em que o alimento supre a angústia de uma vida sofrida.
 Para reverter todo esse caso é necessário inúmeros fatores, pois como se viu, o problema está além da falta de uma alimentação saudável, sendo assim, é necessário uma mudança social, que dê as mulheres mais inclusão, garantido igualdade de salários, através de políticas de geração de emprego e renda. Além de políticas públicas de saúde, que acompanhe as obesas e as possibilite qualidade de vida.

Fontes:
http://www.scielosp.org/pdf/csc/v16n4/v16n4a27.pdf
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-11082011-163936/pt-br.php

8 comentários:

  1. O programa fome-zero, quando foi implantado, tentava trazer justamente o que a postagem julga necessário como solução: ir além de uma alimentação saudável, ou seja, buscar as causas estruturais (falta de empregos, miséria) do problema da fome e da miséria. Nesse sentido, o programa previa medidas de geração de empregos, distribuição de alimentos, conscientização da população sobre as formas de alimentar-se. No entanto, o programa teve muitas falhas e ficou caracterizado apenas como um programa assistencialista. Assim, não combatia as causas estruturais da fome e da pobreza. Esse assunto encaixa-se na postagem uma vez que se o programa funcionasse de fato como foi previsto muitas das causas da obesidade entre as mulheres (falta de informação, falta de empregos, falta de alimentos saudáveis) seriam também combatidos. Além disso, o caráter assistencialista do programa (apenas realiza a distribuição de alimentos) pode até contribuir para esse quadro de obesidade, uma vez que a distribuição de alimentos pode ocorrer por cestas básicas e estas possuem falhas como: grande teor de lipídeos, falta de variedade de vegetais, entre outras falhas.

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  2. É importnte ressaltar que o problema da obesidade feiminina ainda é causa de um outro problema: atrapalha o sistema reprodutor. O fato é que a obesidade pode resultar tanto na infertilidade quanto facilitar o aborto natural. o excesso de gordura afeta a ovulação por conta da sensibilidade à insulina, do excesso de hormônio masculino e excesso de leptina, um hormônio proteico produzido e secretado pelo tecido adiposo, além do estresse oxidativo que pode levar a doenças como endometriose

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. A pobreza é sim um determinante social da obesidade. A falta de informação, de tempo para se cuidar, de exercício físico e de uma alimentação saudável são um desses condicionantes. Somado a isso, programas que deveriam solucionar a questão falharam e transformaram-se apenas em programas assistencialistas.

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  5. As mulheres são mais vulneráveis provavelmente por questões hormonais. A antiga ideia de que isso estava relacionado com o papel social da mulher parece não ter muito cabimento. Se analisarmos quadros psiquiátricos ou de depressão em mulheres no Brasil, na Arábia Saudita, nos Estados Unidos, Alemanha ou Índia, encontraremos prevalência igual de episódios de depressão e pânico, independentemente do papel social e cultural que elas exerçam na sociedade em que vivem. Aparentemente, esse fato está relacionado com as alterações do ciclo hormonal da mulher que se estende desde a menarca até a menopausa, incluindo a gravidez, o puerpério, as fases pré-menstruais e o climatério. Por isso, em mulheres obesas, são mais frequentes as crises de depressão, os ataques de pânico e outros transtornos como o comer compulsivo.

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  6. As mulheres, que possuem maior incidência de obesidade, também são as principais a procurar a cirurgia plástica reparadora. O que motiva as mulheres a passarem por um processo cirúrgico para reduzir o peso, como a cirurgia bariátrica, é a aceitação social e também a auto-aceitação. "A cirurgia tem como principal objetivo o incremento da saúde, mas o resultado também melhora a auto-estima", afirma o cirurgião bariátrico Alcides Branco. "Existem ainda alguns outros fatores que devem ser analisados antes, durante e depois da cirurgia, tais como os aspectos nutricionais e psicológicos".Mulheres que são casadas, já tiveram filhos e têm entre 25 e 45 anos são as que mais procuram a cirurgia. Alcides lembra, entretanto, que não basta estar um pouco acima do peso para passar pelo processo cirúrgico.

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  7. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2009, revela que a maior concentração de obesos está na população feminina: 14%.
    A maior prevalência de mulheres obesas está na faixa etária de 55 a 64 anos (21,3%), mas, em um ano, a faixa etária em que a obesidade se tornou mais presente é a mais jovem, de 18 a 24 anos. Em 2008, 3,5% das jovens com essas idades estavam obesas. Em 2009, o número quase dobrou.
    A obesidade vem atingindo as classes mais pobres porque as pessoas passaram a comprar mais produtos que tendem a aumentar o sedentarismo, como televisões e carros. Além disso, aumentam o consumo de alimentos doces e industrializados. O fenômeno nutricional não é puramente alimentar, é sociocultural. Apesar de terem maior poder aquisitivo, as pessoas não são educadas a ponto de saberem prevenir o problema da obesidade.

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  8. Ser mulher.Ser magra.Ter um bom emprego.Ser feliz.São muitas as exigencias por trás das mulheres desse século de alimentos fartos do que não presta.Pressionadas muitas se afogam em uma panela de brigadeiro na tpm,quando briga com o companheiro,quando algo não dá certo no trabalho.Além disso,a fisiologia feminina ajuda nesse maior indice.Mulheres armazenam maior quantidade de gordura corporal devido às suas curvas,embora elas venham sido perdidas,seja por mulheres sapo,seja por obesas.

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