domingo, 3 de agosto de 2014

9º Postagem - Programas de Combate a Obesidade entre Pobres

Hoje comentaremos acerca dos Restaurantes Populares Públicos que são alternativas no combate a obesidade entre pobres. 
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome: "Os Restaurantes Populares são Equipamentos Públicos de Alimentação e Nutrição destinados ao preparo de refeições saudáveis, variadas e saborosas, que são vendidas a preços acessíveis, de forma a garantir aos trabalhadores urbanos e à população em situação de vulnerabilidade social o Direito Humano à Alimentação Adequada."  
Esses restaurantes são ótimas alternativas de acesso a uma alimentação adequada a população pobre, pois tem suas refeições baseadas em alimentos de alto poder nutritivo, pelo menos na teoria. 
Existem 89 restaurantes no Brasil em 73 mil municípios e oferecem em torno de 123 mil refeições por dia. Normalmente se localizam em áreas estratégicas que possuem grande fluxo de pessoas e que tem acesso a diversas linhas de ônibus. 
Observem um exemplo do cardápio de um restaurante: (clique na imagem para ampliar)
Se observa uma variação de frutas, verduras e legumes que são importantes numa nutrição adequada e possibilita que os indivíduos aprendam e sintam gosto em comer esses tipos de alimentos. 

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome também criou uma Estratégia de Combate a Obesidade, conhecida como Estratégia Intersetorial de Prevenção e Controle da Obesidade, que é baseada em seis eixos:
  1. Disponibilidade e acesso a alimentos adequados e saudáveis;
  2. Ações de Educação, comunicação e informação;
  3. Promoção de modos de vida saudáveis em ambientes específicos;
  4. Vigilância Alimentar e Nutricional;
  5. Atenção integral à saúde do indivíduo com sobrepeso/obesidade na rede de saúde;
  6. Regulação e controle da qualidade e inocuidade de alimentos.
Outro programa importante é o curso a distância Educação Alimentar e Nutricional no Contexto do Programa Bolsa Família, promovido pelo  Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome com parceria a Fundação Oswaldo Cruz. Através desse curso gestores e profissionais envolvidos no PBF aprendem a importância de acompanhar e informar as famílias pobres. 

Todos esses programas citados tem importância enorme no combate a obesidade. Uma análise deles permiti citar que a solução para a obesidade entre pobres está baseada em apenas dois pontos: educação alimentar e acesso a alimentos saudáveis. 


Fontes:
http://www.mds.gov.br/segurancaalimentar/educacao-alimentar-e-nutricional

7 comentários:

  1. O grande problema desses programas são de fato é o tal "dar o peixe e não ensinar a pescar" ,além da abrangência que ainda é mínima.A população consumidora nem sabe que por trás daquela comida por menos existe todo um programa nutricional que deveria ser mais difundido somado a maior cobertura desses.

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  2. Um aspecto importante é que o Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar, que também faz parte do fome zero, ajuda no abastecimento desses restaurantes populares. Assim, além de melhorar o acesso aos alimentos, ajuda indiretamente outros setores da sociedade

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  3. O programa traz uma boa teoria, visto que se baseia na educação alimentar e no acesso aos alimentos saudáveis. Sabe-se que essa reeducação é o fator principal na luta contra a obesidade. A reeducação alimentar faz parte de um recomeço, a busca por uma vida mais saudável. Adquirir hábitos alimentares mais saudáveis remete à prevenção ou ao tratamento de certos tipos de doenças, tais como a hipertensão, diabetes e dislipidemias (altos níveis de triglicérides e colesterol no sangue).

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  4. O objetivo do Plano é organizar uma estratégia articulada, conjunta e intersetorial para o enfrentamento do sobrepeso e obesidade e seus determinantes no País, considerando as políticas e programas setoriais vigentes. De forma a ampliar a participação na construção deste documento, no dia 23 de setembro de 2011, foi realizada uma Consulta Técnica com acadêmicos, especialistas e sociedade civil organizada na Esplanada dos Ministérios, no bloco “A”. A atitude mostra-se pertinente no sentido de que a alimentação não deve ser oferecida indiscriminadamente pelo governo; deve ter também seus valores nutricionais rigorosamente monitorados.

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  5. O sucesso do programa mostra que o grande problema da fome gira em torno da falta acesso a alimentos saudáveis, uma vez que, além da baixa procura, eles ainda são caros. A baixa procura denuncia a ineficiente educação alimentar que existe e falta de informação.

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  6. Os Restaurantes Populares Públicos têm o objetivo de é ampliar a oferta de refeições prontas e saudáveis a preço acessível, em local confortável e de fácil acesso, destinadas, preferencialmente, ao público em estado de insegurança alimentar. Esses restaurantes são importantes para que a parte da população de classes mais baixas tenha acesso a alimentos nutritivos e saudáveis, ao invés de terem que comer alimentos com excesso de açúcares e gorduras.

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  7. Ao citarmos restaurantes populares, podemos falar sobre sua eficácia que, infelizmente, não é maior devido à falta desses tipos de restaurantes. No caso do Brasil, os Restaurantes Populares encontram-se superlotados, tendo um funcionamento acima do que era planejado e, por causa disso, é dificultado o atendimento para muitas pessoas, até mesmo por falta de comida. Outra dificuldade nessa questão é a inexistência do cardápio vegetariano, um estilo de vida adotado por uma parcela considerável da população que se sente desfavorecida nesse quesito

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